SÍNDROME CATARRAL

Existe um conjunto de sintomas bem definidos que eu chamo de “síndrome catarral”. Trata-se do paciente com alergia respiratória e baixa imunidade (baixa resistência imunológica não é o mesmo que baixa resistência física!), Que reage “catarralmente” a qualquer estímulo externo, como uma mudança de temperatura, ficar descalço, pegar um vento, tomar um gelado, etc...

Essas pessoas são acometidas de otites rinites, sinusites, faringo-amigdalites e/ou bronquites de repetição e/ou pneumonia.

Os ouvidos, fossas nasais, seios da face..., São forrados pelo mesmo epitélio respiratório, que reage ao agressor produzindo muco. Assim, ao contrário do que se pensa, essas cavidades não são os verdadeiros “bandidos” mas, sim, os agredidos.

Os pacientes têm a ilusão que, fazendo uso de vitaminas ou eliminando um determinado germe com um antibiótico potente, estarão eliminando o problema. Na realidade, estão tratando exclusivamente aquela crise, não fazendo qualquer prevenção para o dia seguinte.

É necessário entender que se deve tratar a causa primária, ou seja, o problema imuno-alérgico, em paralelo às crises intercorrentes.

São 5 pontos importantes: os pacientes devem ter paciência, mas persistência; a pessoa melhora com estimulação imuno-alérgica específica e com atividade físico-respiratória rotineira (natação é o mais indicado). São os elementos para que as crises catarrais, com o tempo, sejam cada vez menos frequentes e intensas.

O seu otorrinolaringologista, em conjunto com o imunologista, saberá dar a melhor orientação para cada caso, eliminando causas coadjuvantes, como hipertrofia de adenóides, ou consequências danosas sobre as cavidades agredidas, como perda auditiva, por exemplo.